quarta-feira, 3 de abril de 2013

Descarga

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Tentei ficar quieto sobre a polêmica da Joelma, juro!

Mas aí lembrei de algumas coisas.
Da época em que me dei conta de que não era como os outros e do medo que senti. 
Da dúvida, da diferença e, principalmente, das Joelmas. 
Tive um amigo que a mãe era Joelma. Ela fechou o portão na minha cara dizendo que o filho não andava com gente "esquisita".
A mãe de uma amiga da minha irmã também era Joelma. Um dia me atraiu até uma festa de meninas e fez com que todas me pintassem para, depois, chamar os garotos da rua.
Lembrei também de quando me apaixonei por um colega de trabalho e sufoquei por medo das Joelmizações.
E nunca vou esquecer o dia em que um grande amigo teve duas costelas quebradas, nariz arrebentado, olhos machucados e outras barbáries por filhos de Joelmas.
A corrente Joelmística é muito forte. Onipresente, vigia em nome da fé, da moral e dos bons costumes  que só valem para os outros. 
Eu não posso andar de mãos dadas com a pessoa que amo, nem beijá-la ou demonstrar carinho pois ofendo Joelmas, mesmo as que acham que não são Joelmas. Mas estas, sim, podem me apontar, julgar e condenar e tenho de agradecer por isso.
E depois de falar besteiras a Joelma diz: "Gente... cadê minha liberdade de expressão?"
Eu respondo... Procure na prisão sem muros em que me enfiou todos estes anos.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Agora

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Como eu queria que o agora já fosse futuro.

Perdoe-me a confusão temporal da frase.
Eu quero falar agora, mas queria sentir futuro.
Acabei de ter um papo com Mr. H sobre uma bobagem que inflamou.
Será este o meu verdadeiro poder, inflamar?
Deus, por favor, não quero. Sei que está nas minhas mãos e não nas suas. Mas se peço a interferência divina é porque, realmente, tá difícil sozinho.
Eu concordo em ceder, quase sempre. Mas e esta vontade de falar que me vêm da goela? O que eu faço?
Reprimo, sufoco, finjo que não vi, que não me importo?
Eu tenho medo agora. Do que? Do futuro.
Mr. H pode não ter paciência. Ele não e obrigado. 
Mas me dói ver um desejo transformado em chilique. Talvez não seria um chilique se não fosse tratado como tal.
Acho que, aos poucos, venho perdendo o dom da comunicação. Eu costumava ter. Direta, clara, objetiva. Hoje sai tudo truncado, embolado.
Eu estou pronto para aprender com tudo isso. Tenho certeza que 2013 será uma lição das grandes. Não gosto de auto piedade, sinceramente acho que não me cai. Mas tanta coisa tem acontecido ao mesmo tempo, no agora que quero fugir. E o futuro? Nebuloso por conta do agora.
E agora? 
Agora é esperar o futuro, que é daqui um minuto, dois, três... uma eternidade.
Eu só quero deixar registrado, o que me faz perder a cabeça por Mr. H.
É amor. Tenho certeza.
Eu nunca quis tanto. Eu sempre esperei, não é coisa de agora. 
Tem quem pergunte como imagino o par ideal. No meio da descrição, pego-me exaltando todas as características de Mr.H
Não sou destes loucos que dedica a vida a pessoa amada. Ela só é amada porque quero o melhor, sei do valor que tem a minha vida. É uma relação de devoção sem detrimento. 
Se um dia Mr.H passar por estas linhas novamente, independente de qualquer coisa, só quero que saiba...
... que amo... muito. Amo.
Amo vê-lo nas minhas músicas preferidas. 
Amo dedicar-lhe cada uma delas em silêncio, para o universo, num agradecimento constante pelo encontro.
Amo pensar em cada dia de trabalho como um passo rumo aos objetivos comuns, a realização de uma história.
Amo saber que é descente, íntegro, justo.
Amo mais ainda a dedicação que tem com o Sr. Mr. H, seu amado pai. 
Amo essa minha admiração que nasce daí, de um gesto de gratidão, respeito, carinho e amor para alguém que já cuidou tanto de você.
Amo saber que eu posso melhorar, chegar perto do que você espera da felicidade.
Dá para perceber que você não precisa me provar nada? Que o teste que falamos era de hábito, comunicação, não de pessoa?
Eu te respeito Mr. H
E quando o amor vem com respeito, do jeitinho que tem que ser, significa que presto atenção em cada mínimo detalhe, em cada vírgula, em cada gesto. Não porque sou chiliquento e milimétrico, mas porque, simplesmente, me importa.

Pequenas grandes coisas

Eram duas da tarde. 
Amarrei a bota, desci as escadas apressado, mas sem motivo.
Parei na cozinha para um copo d`água. Mineral, gelada, delícia.
Coloquei os fones de ouvido. Na Antena 1 estava rolando "Up to the mountain".
Pensei... "sacanagem". Uma música de alma linda para um dia como esse?
Segui... 
E corre na esteira e puxa ferro, cuidado com a respiração... olha o ritmo.
Uma hora que, diferente do habitual, foi de sacrifício e não de prazer.
Trabalhar o corpo sem a alma presente é muito mais difícil.
Na rua onde levei uma multa fui chamado por um latido fino. Olhei para baixo e vi um pequeno salsicha. Uma carinha sapeca carente tão linda. Lembrei da minha querida Oliver.
Que falta você me faz, companheira. Queria a certeza de que aí onde está você saiba que amor não acaba, nem diminui. Do jeito que foi o nosso só aumenta. Tenho saudades do nosso entendimento sem palavras, da nossa cumplicidade, da sua alegria em somente me ver. Saudades, querida. Saudades.
Continuando o caminho de volta, parei no supermercado para comprar pães e pasta de dente.
Na fila para o pagamento, sinto uma respiração ofegante e impaciente.
"Saco! Mas que demora" - disse a respiração.
Não entendi. Numa tarde de sol como aquela e com apenas uma pessoa à frente, qual o motivo de stress.
"Pelo jeito vai levar um ano isso aí"- insistiu.
Passei meus incontáveis itens.
"No débito, por favor" - ponderei.
"Pelo amor de Deus... este pingo de coisa no cartão? Sacanagem, por isso a demora" - novamente a voz da respiração ofegante.
"Minha senhora... já está quase na sua vez"- retruquei paciente (juro)
"Você diz isso pq deficiente tem preferência em tudo quanto é lugar".
Silêncio


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

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Eu adoro discutir relatividade.
Esse lance de o azul pode não ser azul do meu ponto de vista.
É quase a desculpa perfeita. Pode ser usada em diversas situações. Como prega a famosa teoria... tudo é relativo!
E eu já falei do tempo aqui.
Agora vou falar de distância.
Ela existe, mas se transforma em mim.
Confesso que não dou muita bola. Quem importa vive aqui dentro e, pelo que sinto, sempre viverá.

Para Mr. H
Meu amor... dedico-lhe esta letra linda de viver


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

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Retomando, envergonhado!
Não posso me permitir o afastamento depois de 4 míseros posts.
Não que alguém tenha sentido minha falta. Não que tenha alguém lendo.
Mas eu estou aqui. Neste caso, existir é a motivação.
Preciso contar para mim mesmo o que ando fazendo. Uma velha forma de aprendizado, talvez a mais eficaz. Olhar meu rastro como se fosse de outro.

Mr. H cortou o cabelo.
Ficou mais jovem, mais disposto, mais enigmático.
E aquelas janelas da alma, azuis.
Que homem belo. Que sorte e prazer os meus.
Eu sou completamente apaixonado por Mr. H
Fica aqui minha declaração silenciosa. O respeito, admiração e amor. 

Michael Jackson era profeta.
Os mortos-vivos realmente existem e surgem do nada, do breu da noite, do calor do asfalto.
Maurício me procurou. Maurício é meu ex. Pelo menos o considero assim.
Era uma proposta de divisão de apartamento.
Não dá, né!? No mínimo estranho.
Como tudo na vida, dividi com Mr. H que ficou #xatiado
Logo o tranquilizei. Como disse no início do post, olhar o que fiz em terceira pessoa me traz uma clara classificação de passado.

Continuo lendo centenas de roteiros para o trabalho.
Devo seguir assim até o fim de semana.
Não reclamo. Adoro ler estas propostas. 

ôoo, tem alguém aí?



domingo, 13 de janeiro de 2013

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Observar realmente é uma arte.
Que outra explicação teria depois de hoje?
Eu e Sr. H encontramos um casal amigo. Paris e Leandro.
Ela, inquieta em relação a vida. Ele a personificação da calma.
Se os opostos se atraem as regras de paz se distraem.
Paris transcende a ansiedade. Ela articula, maquina e surta... Assim, automática e solitariamente. Decide tudo em segredo com seus botões que hora ganham braços virtuais ou telefônicas. Ah.. Paris. Sossega esse pandeiro, meu filho. Enquanto procuras a origem da vida a própria lhe da tchau e deseja boa sorte.

Amo Sr H.
Namorado e. Companheiro.
Só isso!

sábado, 12 de janeiro de 2013

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O Sr. H me deu um ralo hoje.
Tadinho...Até brigando é fofo.

Fomos a um restaurante chinês na liberdade.
Lá da para ver a cozinho (feita de vidro ), com um show de esticar macarrão.
E depois voltei para casa. Assim, bem normal.

Pensando em quanto minha mãe é companheira.
Agora na tv Selena... Jenifer Lopez atacandomde Maria do Bairro.

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O canto da Sereia me fez dormir.
Não foi culpa dela.
Talvez do canto que escolhi ficar.

Fui injusto ontem.
Eu queria estar com alguém. Para falar ou não.
A tarde de trabalho foi péssima.
E no fim do dia eu era um monte de dúvidas, frustração e mágoa.
Fui desrespeitado, mas também desrespeitei.

Eu sonhei com quem importa.
Foi breve, mas viajei para dentro do que realmente quero.
E quando eu acordo do lado de fora?

Procurando ajuda profissional esta semana.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Quanto tempo

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A relatividade.
O tempo e as pessoas.
Um minuto faz parte da eternidade.
A eternidade cabe num minuto?
Este minuto se acaba em segundos?
Depende... Por duração ou intensidade?

Que tipo de animais somos?
Essa é fácil.
Daqueles que não seguem instinto.
Astutos para enganar um igual.
Tolos para admitir um engano.

Como eu queria ter gritado hoje.
Eu tentei.
Ninguém ouviu.
Melhor assim. Não dizem por aí que nada se ganha no grito?