:::Ouvindo One Republic - Stop & Stare:::
Segunda-Feira, centro de São Bernardo.
A semana começa em fadiga.
Na avenida em frente à prefeitura, vultos de carros em alta velocidade.
O termômetro de rua marca 36 graus.
Sai brasa do asfalto.
O botequim da esquina é oasis, miragem.
Paro e compro um Toddy gelado.
Saio e dou de cara com o meu amor.
Lindo com um contorno dourado.
Meu coração acelera.
Que sensação fantástica!
Ele estava ali... eu o tinha, mas sempre na incerteza do que aconteceria.
Louco isso.
O sim e o não ocupando o mesmo espaço.
Ele me deu a mão.
- Vim te buscar.
Acenei que sim com a cabeça.
Um sorriso de canto de boca denunciava nossa cumplicidade.
Andando de mãos dadas, os outros eram os outros, meros figurantes.
Na minha cabeça tinha uma trilha e um desejo.
Que fosse sempre assim, com ritmo de música boa, dois pra lá e dois pra cá.
Paramos num farol e ele segurou minhas duas mãos.
Um carinho inesperado no pescoço me trouxe arrepio e houve a luta de sentidos mais intensa que alguem pode imaginar.
E aí veio o beijo.
Começou como o encontro físico perfeito, mas era veneno. Poderoso, alucinógeno, vicioso.
O mundo já não existia. O que importava estava ali.
À testemunha do sol, ficamos abraçados, desejendo e querendo bem ao outro.
Um barulho tímido tirou meus cosmos.
O toddynho tinha acabado.
Peguei-me balançado a caixa e olhando desconcertado o entorno da São Bernardo escaldante.
Parei um ônibus, procurando não sei bem o que.
Talvez o que mais tenho saudades e que nunca tive.
Ele não estava.
sábado, 14 de novembro de 2009
Dreaming Out Loud
Postado por R às 01:13
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